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I Fórum de debates SIMEGO discute crise na Santa Casa

O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO) realizou nesta quarta-feira (9) I Fórum de Debates SIMEGO (Santa Casa de Misericórdia de Goiânia). O evento ocorreu no auditório do SICOOB. 

Compuseram a mesa o presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO), Rafael Cardoso Martinez, o diretor Clínico da Santa Casa de Misericórdia, Júlio César Nunes da Rocha, representando o Conselho Regional de Medicina, o diretor de fiscalização, Robson Azevedo, representando a Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Sebastião Leite Pinto e representando a gestão da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia (SCMG), o superintendente administrativo, Aderrone Vieira Mendes. 

O debate foi uma deliberação do Corpo Clínico da SCMG durante a Assembleia Geral Extraordinária Permanente (AGEP) realizada no dia 24 de novembro e teve como objetivo discutir sobre os problemas elencados pelos médicos da unidade e também propor soluções visando o pleno desempenho ético da medicina e a prestação de um atendimento de qualidade para a população.

Diálogo – O cerne do debate foi a necessidade de se promover o diálogo entre a direção e o Corpo Clínico da SCMG. Todos os presentes se mostraram dispostos a dialogar e encontrar soluções para os problemas internos. 

O superintendente administrativo em suas considerações fez um demonstrativo das dificuldades que a diretoria executiva da SCMG tem enfrentado para gerir a instituição e fez questão de ressaltar que toda a superintendência prima pela transparência. 

Segundo Aderrone Vieira há problemas de ordem financeira que impedem que novos investimentos sejam realizados. Além disso, o superintendente deixou claro o interesse de todos os gestores da SCMG em ouvir o Corpo Clínico e buscar conjuntamente saídas para a manutenção da unidade. “Ficamos extremamente satisfeitos em participar da discussão sobre a SCMG. Estamos desenhando estratégias para que o hospital sobreviva. Temos muitos projetos que não estão sendo implantados na velocidade que gostaríamos por falta de recursos e subfinanciamento. Contando com a participação de todos podemos afirmar que a crise da Santa Casa será sanada. É importante destacar que estamos em um momento de depuração, precisamos descortinar todas as relações. Queremos fazer ações em conjunto com o Sindicato e com o Conselho Regional de Medicina de Goiás a fim de moralizar a Santa Casa e fazer com que ela seja referência no atendimento”, analisou. 

Rafael Martinez agradeceu a presença de todos e colocou o SIMEGO à disposição para auxiliar no processo de restauração da SCMG defendendo o que é correto, aquilo que preconiza a lei e sempre lutando pelo direito dos médicos no que diz respeito aos vínculos trabalhistas e condições de trabalho. “A realização deste Fórum coroou o processo de negociação entre o Corpo Clínico e a gestão da Santa Casa iniciado em julho. Percebemos uma mudança de rumos durante decorrer do movimento, em especial com a eleição democrática do Dr. Júlio César como diretor Clínico da SCMG, trazendo uma possibilidade de interlocução entre a superintendência executiva e os médicos. A presença do Dr. Aderrone, em nome da gestão, foi extremamente importante para demonstrar predisposição em resolver as pendências existentes” finalizou.