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Médicos do Hospital Araújo Jorge podem paralisar suas atividades

Os médicos vinculados ao Hospital Araújo Jorge se reuniram em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) na noite da última terça-feira (16), convocada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO) para discutirem acerca dos constantes atrasos no repasse dos honorários médicos para pessoa física referentes aos atendimentos prestados aos usuários do Sistema Único de Saúde. 
Alguns profissionais enfrentam atrasos referentes à competência de outubro/2015. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia vincula o atraso a possíveis pendências tributárias do profissional com a Prefeitura Municipal. 
Após ampla discussão, os presentes deliberaram por continuar as negociações e formularam a seguinte pauta de reivindicações:
1) Quitação dos vencimentos atrasados até dia 26 de fevereiro próximo;
2) Regularização dos pagamentos em até 72 horas após o repasse da verba pelo Ministério da Saúde ao Fundo Municipal de Saúde, após o mês trabalhado. 

Os profissionais autorizaram o SIMEGO a proceder com o questionamento jurídico relativos às irregularidades relatadas durante a AGE, dentre elas, podemos destacar: a retenção dos honorários médicos, os constantes atrasos no pagamento e a falta de correção monetária (juros e multas) no montante pago com atraso. O SIMEGO também questionará judicialmente a legalidade da vinculação do pagamento dos honorários médicos a pendências tributárias com a administração municipal. 
Caso as demandas dos médicos não sejam atendidas, haverá paralisação no atendimento eletivo, por tempo indeterminado, iniciando a partir da zero hora do dia 4 de março. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. 
Para o presidente do SIMEGO, Rafael Cardoso Martinez, a situação é inaceitável. “Vincular o pagamento dos honorários médicos a eventuais pendências tributárias é ilegal. O departamento jurídico do SIMEGO irá tomar as medidas judiciais necessárias com o objetivo de desfazer esta vinculação”, frisou o presidente.