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SIMEGO e Imas negociam suspensão da paralisação

O presidente do SIMEGO, Rafael Cardoso Martinez, o secretário de assuntos jurídicos, Robson Azevedo e o assessor jurídico da instituição, Marun Kabalan, se reuniram com o presidente do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), Fernando Evangelista da Silva, na manhã desta terça-feira (29), para discutir sobre novas propostas para o encerramento do movimento paredista que foi reiniciado ontem (28). 

Entre os dias 25 de janeiro e 08 de fevereiro os prestadores de serviços médicos já haviam paralisado o atendimento de consultas devido ao não cumprimento do acordo firmado entre o Imas e a categoria. Os profissionais reivindicam a quitação das faturas em atraso, bem como a regularização do pagamento dos honorários médicos e reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos três anos.

Segundo Fernando Evangelista há ainda uma dívida da Prefeitura de Goiânia com o Imas, os repasses não foram feitos em sua totalidade. Além disso, ele explicou que há muitos entraves burocráticos que estão sendo solucionados para que as faturas em atraso sejam quitadas os mais rapidamente possível. “Esperamos regularizar a situação até o final do mês de maio e voltar a pagar com 60 dias depois a apresentação das faturas pelos os prestadores de serviço”, afiançou. 

O presidente do Imas garantiu ainda que o acordo firmado em fevereiro com relação ao aumento do valor das consultas será mantido. A partir do dia 1º de fevereiro as consultas médicas têm o valor de R$ 65,00. Além disso estão previstos dois reajustes para este ano, o primeiro a ser aplicado a partir do mês subsequente à concessão de reajuste salarial aos servidores municipais, passando o procedimento da consulta ao valor de R$ 70,00 e, o segundo a ser concedido até o mês de dezembro de 2016, passando a consulta para o valor de R$ 75,00.

Para o presidente do SIMEGO a reunião foi bastante profícua. “Todas as situações que impedem a quitação das faturas foram explanadas durante a discussão. Nós entendemos as dificuldades do Imas, que sempre demonstra boa vontade e intenção de realizar o pagamento. Contudo, os prestadores não conseguem mais suportar os constantes atrasos nos pagamentos. Levaremos a proposta do instituto para a assembleia e eles deliberarão se continuam ou não com a suspensão dos atendimentos das consultas eletivas”, finalizou Martinez.