Tele-Atendimento:
(62) 3223-3943
E-mail:
contato@simego.org.br
Fotos
Entrega de Carteirinhas aos novos médicos

Os médicos residentes de todo o país paralisaram suas atividades nesta quinta-feira (24), apenas os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos.

A mobilização faz parte cronograma do Movimento Nacional de Valorização da Residência Médica, promovido pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). A manifestação em Goiás contou com o apoio do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO).

Os manifestantes se reuniram em frente ao Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás e entregaram panfletos para a população explicando os motivos do protesto e seguiram para o Banco de Sangue do hospital para realização de doação de sangue, ato que simboliza o compromisso dos médicos residentes com a saúde pública.

Rafael Cardoso Martinez, presidente do SIMEGO, considera a manifestação da categoria justa e legítima. “O programa de residência médica é extremamente importante para completar a formação médica. É preciso dar condições para que os médicos residentes completem o programa e prestem um bom atendimento à população”, analisou.

Entre as pautas do movimento podemos destacar: isonomia da bolsa de residência médica com bolsas oferecidas por outros programas de ensino médico em serviço do Governo Federal como PROVAB e Mais Médicos, fiscalização de todos os programas de residência do país para garantir a qualidade destes, antes da abertura de novas vagas, cumprimento da legislação vigente sobre residência médica com a garantia do auxílio moradia, ampliação da licença-maternidade, aumento da representação das entidades médicas na composição da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e fim da câmara recursal, supervisão constante dos professores, fim imediato da carência de 10 meses para que médicos residentes possam usufruir de seus direitos junto ao INSS e respeito às 60 horas de trabalho semanais.

Para a médica residente de Clínica Médica do HC, Rachel Daher, é preciso valorizar os médicos residentes e oferecer melhores condições de trabalho para a categoria. “A paralisação tem como objetivo chamar a atenção dos gestores públicos e também da sociedade brasileira para as irregularidades que estão acontecendo em todos os programas de residência médica do país”, afirmou.