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AGE MÉDICOS Aparecida de Goiânia 25-10-2006

Descriminalização do aborto: quem ama, mata?!

“A descriminalização do aborto não seria uma incoerência no sistema jurídico? Quem admitir o direito ao aborto deveria indicar o princípio jurídico do qual ele derivaria, ou seja, demonstrar científica e juridicamente qual princípio albergaria valor superior ao da vida humana, que permitiria sua retirada do primeiro lugar na escala dos valores? A vida extra-uterina teria um valor maior do que a intra-uterina? 

Se não se levantasse a voz para a defesa da vida de um ser humano inocente, não soaria falso tudo que se dissesse sobre direitos humanos desrespeitados? 

Se não houver respeito à vida de um ser humano indefeso e inocente, por que iria alguém respeitar o direito a um lar, a um trabalho, a alimentos, à honra, à imagem, etc?. 

Como se poderá falar em direitos humanos se não houver a preocupação com a coerência lógica, espezinhando o direito de nascer?” 

- DINIZ, Maria Helena (2001, p. 26), "O estado atual e o biodireito".

 

"É ingênuo acreditar que os pais defendem o aborto porque o feto tem um problema irreversível. Na verdade, essas pessoas se servem das doenças, detectadas pelos modernos exames pré-natais para que tenham o direito de se ver livres de uma criança com malformação, para não terem problemas. É uma lógica curiosa. Quando eu era jovem, era moda dizer que aquele que ama castiga. Nunca acreditei nessa história.

Agora, insistem numa nova tese: quem ama mata... O nascimento de uma criança com problemas, mentais ou físicos, é uma revelação terrível. Os pais sofrem profundamente e este sofrimento pode levar a duas situações: uma é a reaproximação do casal, que se une como nunca. Outra possibilidade é os pais não suportarem o golpe e aí a família se quebra.

Mas a experiência mostra que há menos divórcios nas famílias com filhos deficientes. conheço mais de dois mil portadores de síndrome de Down, com nome e sobrenome, e em sua grande maioria os pais vivem bem. São felizes apesar de tudo."

- Jérôme Lejeune, cientista francês.